Anime & Lutas

In Jogo, Texto by LucasqLeave a Comment

Como muitos devem saber, eu e Luiggi fazemos parte do grupinho otaku sujo deste site. Um dia desses, numa das clássicas madrugadas adentro no discord, descobrimos que temos uma história em comum: ambos tentaram baixar um jogo de Shaman King para PS2 através do torrent e falharam miseravelmente quando o download parou em 99.6 % (é sério, eu falei a porcentagem e a reação foi ótima) para sempre. Algumas tentativas naqueles links que eram distribuídos em comunidades de download de jogos no orkut falharam também, tudo parecia perdido.

Eis que pouco mais de uma década depois, nós estávamos num papo de jogos de anime. A conclusão foi que eu precisava jogar um Shaman King de PS1. Chegamos a fazer muitos esquemas complicados, até demais para explicar nesse relato, a fim de ativar o netplay do emulador de ps1… e deu certo… mais ou menos. O jogo rodava mal, mas a gente se divertiu pra caralho. Ele é cheio de maluquices e sinceramente não poderia ser de outra forma, visto que Shaman King em si é malucaço, mas falo disso daqui a pouco. No outro dia, a gente descobriu que usar o tal do parsec, apesar de trabalhoso no começo, é bem melhor. Aí jogamos um pouco mais do Shaman King e rolou a lembrança do Shaman King de PS2. Depois de uma boa procura em sites deveras suspeitos, conseguimos jogá-lo e eu ainda nem acredito nisso. Bom, como é o jogo? Bem parecido com o de ps1, quiçá mais maluco ainda.

A geração ps2 recebeu uma imensidão de jogos baseados em animes, principalmente da Shonen Jump, trazendo uma gama de possibilidades, direções criativas e tudo o que você pode imaginar funcionando dentro desses universos. Eu gostava bastante dos de luta, experimentava tudo o que via disponível nos sites e hoje quero trazer alguns exemplares interessantes desse que é o gênero Desenhos Japoneses Lutando.

Naruto: Narutimate Hero

A série Narutimate Hero (vai se ferrar esse nome) foi bastante marcante nessa minha vidinha. Desde a estética dos três primeiros que ainda não seguia tanto assim o estilo do  anime e por causa disso os personagens possuíam uns sombreados bem estilosos, até a infinitude de bonecos que tinha no Accel 2. Se pá esse é o melhorzinho dos jogos aqui, mas também o menos maluco. Os especiais eram umas cenas super legais e tinha a clássica disputa de quem girava mais vezes o analógico  — depois virou disputa de sequências de botões que apareciam no canto de cada jogador — enquanto rola a cena. A partir do Narutimate 3, acho, o modo história foi bastante expandido, cheio de coisas pra fazer e lembrava bastante um joguinho de aventura com as lutas no meio. Desviar da kunai dos outros usando o jutsu do tronco de madeira era a melhor coisa do mundo. Eu e outros amigos fazíamos questão de começar a luta assim.

Battle Stadium D.O.N

Meu Deus Eu Joguei Isso Numa Época Em Que Ainda Não Assistia One Piece. Esse acho que foi um dos primeiros jogos que botaram vários bonecos da Shonen Jump juntos para lutar, era surreal. Foi meio que um fenômeno por aqui também? Lembro que todo mundo que conhecia o mínimo de mangá/anime sabia do jogo “do Goku e do Naruto”. A abertura era ótima. Música charmosíssima e os modelos dos bonecos eram até que bonitos. O jogo é Literalmente Smash com personagens de anime. Uma diferença é que o esquema de vida, em vez de ser porcentagem, envolve um sistema de Orbzinhas que dropam dos adversários, tipo o Struggle do Kingdom Hearts 2. As maiores lembranças desse jogo foram da dor e sofrimento que é completar 100% nele porque além de ser tudo em japonês, tinha umas missões cretinas no modo arcade. Um grande exemplo clássico era uma que exigia que você vencesse a luta sem tirar os pés do chão (eventualmente arrumamos uma imagem com a tradução das missões por aí). Os personagens secretos apareciam em uma roleta no final do modo arcade, isso era bastante cretino também. Bom jogo.

Yu Yu Hakusho: Dark Tournament

Quando menos falar sobre esse aqui melhor.

Shaman King: Funbari Spirits e Spirit of Shamans

Estrela do texto, extremamente maluco. Esse jogo tem muitos sisteminhas se sobrepondo apesar de ser absurdamente simples de jogar. Ele é uma evolução do Shaman King de PS1, então acho que dá para falar um pouco dele primeiro. O ritmo de Shaman King: Spirit of Shamans é que você tem duas barras de vida, uma que é a defesa (espiritual?) do boneco e outra que é a sua vida mesmo, só quando o outro consegue acabar com a barra de defesa que você começa a perder vida. Tem um botão pra bater só e outro para usar os especiais, os combos são automáticos e geralmente as variações são no direcional mesmo. Então um combo só usando o quadrado mas segurando pra baixo vai ser diferente do segurando pra cima, o mesmo para os especiais. A pegada é que você tem que farmar (????) barra de especial executando ordens que o seu parceiro (cada espírito tem um xamã etc) vai dando durante a luta “pule! aperte quadrado para bater! fuja usando R1!” e cada ordem cumprida aumenta um pouco a porcentagem que tem no canto da tela, quando chega em 100% seus especiais viram supers com animaçãozinha diferente. Bem legal.

Funbari Spirits pega todas as coisas que Spirit of Shamans tem e adiciona aquele temperinho charmoso de jogo 3D de PS2. Sisteminha com duas barras de vida, combo funciona da mesma forma, especiais também, então vou focar no diferente. Primeiramente, eles tiraram a mecânica de farmar barra. Para soltar o especial com animaçãozinha diferente você tem que completar uma string de combo, e é relativamente difícil. Eles adicionaram assists estilo Marvel vs Capcom no jogo que servem especialmente para interromper a string. Péssimo. Mas só dá pra usar três vezes em cada luta. Ótimo. Quem tá levando o especial pode fazer uma pose engraçada durante a animação, gosto bastante disso. E por algum motivo os personagens têm músicas com vocal, mas elas só tocam no modo treinamento. Quem foi o idiota que pensou nisso? Gostei bastante do jogo apesar de preferir o de PS1. Tirou uma coceirinha que se alastrava há muitos anos.

O que foi esse texto? Sinceramente não faço ideia. Devo ter mais coisas para falar sobre uma infinidade de jogos anime (eu e Samuel estávamos jogando alguns logo antes da conclusão do texto). Quem sabe tenha um episódio 2 quando faltarem ideias do que escrever. Fora isso, gostaria de ter fechado o texto falando sobre o estado atual dos jogos desse estilo com um breve parágrafo sobre Jump Force mas eu instalei e não joguei nada. É a vida.

Nota: Fazem alguns meses desde que esse texto foi escrito e ainda não joguei Jump Force.

Lucasq
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