Jogando Elder Scrolls Online: Parte 1

In Jogo, Texto by SamuelPXLeave a Comment

Vi alguém reclamando do youtube forçar recomendações estranhas p’ra galera, no twitter vi gente reclamando de aparecerem youtubers alt-right p’ra eles (americanos, mais progressistas, internet). A mais famosa ocorrência é aquele disco que é recomendado sempre que você ouve algo remotamente nãoVEVO pelo youtube, é bem sabido que o youtube enfia coisas no SEU TUBO, ele só erra a coisa a ser enfiada (e de vez em quando o tubo).

CALMA POIS ISSO NÃO FOI À TOA!! Aconteceu desse alguém reclamar especificamente de um canal que também apareceu p’ra mim, gostaria de saber por que nos apareceram esses vídeos (o que não importa muito, mas Os Abismos Algorítmicos são assustadores) então fui ver alguns, o primeiro deles, esse (sinceramente não vi nenhum outro).

Agora, não fazia ideia de quem era Asmongold, nunca tinha visto esse nome e, sinceramente, depois de vê-lo (o nome) o desinteresse foi semelhante ao da época de ignorância. O que é que deu no youtube pra enfiar essa no meu tubo? “Verei esse vídeo” e vi o vídeo, pulando umas partes esquisitas, claro. O desmonte do que passou por minha cabeça enquanto assistia é o seguinte: “hm. WoW no fundo”, “o cara parece o salsicha, mas (mais) nerd”, “Meu Deus O Canal Nem É Do Cara”, “FILHO DA PUTA DEZ MINUTOS DE VÍDEO E NEM COMEÇOU A ASSISTIR.”, “é meio assustador streamer conversar com o que ele está assistindo ao mesmo tempo que conversa com seus espectadores”, “Hm, Elder Scrolls Online é mais legal do que eu imaginava”, “meu deus um gatinho de tapa-olho”, “nossa, não tem aqueles caps semanais péssimos em Elder Scrolls Online”.

“Nossa, não tem aqueles caps semanais péssimos em Elder Scrolls Online” me fez comprar o jogo, aproveitei uma promoção, mas essa foi a fagulha, o balde de gasolina (ou a lenha, ou o que quer que pegue fogo) foi quão intensamente povoado é o jogo (nota especial e motivo disso em sequência nem tão direta assim, OUTRO POST. AGUARDEM.), e mais importantemente, Espadinha tinha o jogo.

Pelo nome e a implicação do que ele trilhou, é claro que espadinha é um fã de Elder Scrolls. Fã cujo sub-tipo seria o Citador De Wikia, ou Leitor De Livros Digitais De Skyrim E Oblivion. O tipo mais assustador e assombroso, um sábio de um mundo que não me desperta interesse algum. Até ver que o MMO não tinha aqueles caps semanais péssimos.

Os caps semanais são uma invenção game-designística puramente maquiavélica: ela segue o princípio de que beneficências devem ser dadas paulatinamente, afinal todos gostam de coisas que lhes agradam! Como é bom ser agradado periodicamente! Comer coisas gostosas uma ou duas vezes por semana, ir ao seu parque favorito três vezes por mês, sair com seus amigos cada fim de semana, receber elogios diariamente por seus esforços, receber o salário mensalmente! Junto do sistema de assinatura mensal de MMOs, esse abuso da pobre psicologia humana fez nascer esse sistema podre de caps semanais.

O que, Samuel Klaus, é um sistema cap semanal? Além da pior invenção da história dos MMOs, claro, é um sistema em que a progressão se dá em que a economia de bens diretamente obtidos ou recursos para obtenção desses bens gira em torno da execução de tarefas variadas, mas cujo limite semanal impede o investimento direto sem limite de retorno. Ou seja. Os caras (os piores caras, diga-se de passagem) querem que o jogo se torne uma atividade rotineira, não uma aventura intensa de devoção e entrega. Sacrifício.

Para minha alma, MMOs sempre foram uma questão de desafios intensos, de toda maneira quem se dedicasse mais intensamente alcançaria o que buscava, seja isso razoável ou não (quem já caçou carta em ragnarok ou farmou elite raro em WoW pra conseguir o melhor item do slot ao estar no level 25 sabe do que falo), seja isso agradável ou não. Como disse, eu não quero ser recompensado por fazer Minhas Tarefas Do Mês ao jogar um MMO, eu quero vencer a natureza, matar quatrocentos e doze dragões e conquistar o que é meu, minerar mil novecentas e dezessete unidades de um metal raro qualquer e forjar uma armadura que poderia ser comprada com muito menos esforço. Vencer o mundo, me impor sobre o mundo.

ESO permitia isso. Espadinha tinha o jogo (e aceitou jogar comigo). Meu pulso não mais é meu adversário. Os planetas se alinharam e os búzios se confirmaram, vou jogar ESO.

Já de cara tenho que colocar espadinha em seu lugar: nomeei minha personagem, uma orc dragon knight muito baixinha, Samuelpx, e ele veio reclamar muito por isso. “Nossa, pelo menos faz um nome adequado, não precisa inventar levando em conta a família do personagem mas… pelo menos leva em conta raça, geografia, faz um esforço.”, então fiz outra personagem. Coloquei o nome de Espadinha nela, VValdd’iR Nhahc’Ca’Rath (estilizado pra que seja mais engraçado quando ele perceber, bem como pra proteger a identidade dele).

Combinamos que eu vou ser o tank dos dois, ele o DPS, espadinha tem uma predileção sobre-escritora por espadas grandes de duas mãos, em qualquer coisa, se possível, ele vai usar espadas grandes de duas mãos independentemente do valor que isso tenha no jogo. Nem preciso avisar que não vale muito nesse jogo, conforme a gente pesquisou ao começar a jogar. Espadinha é, pra quem não percebeu pela anedota do nome, ROLEPLAYER. Tudo bem que em doses mínimas, mas ainda assim insuportável.

Começamos a jogar e tenho que dar um jeito de viajar pra área inicial dele, já que temos versões diferentes do jogo e graças aos deuses inúmeros pontos de fast-travel já começam habilitados. Inúmeros de fato, o mapa disso é gigante, e cada areazinha é muito maior do que eu esperava (e são sempre suficientemente povoadas, por motivos que explicarei muito depois!!! Um motivo importante!!!) e cheia de coisas, coisas pra se fazer, coisas pra se ver. Coisas.

Espadinha está lá com o personagem galã genérico dele, com uma espadona de duas mãos e começamos uma quest aleatória. Uma quest em que temos que transformar gambás em gente.

Esse jogo vai ser bom.

SamuelPX

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