DizLike #4 – Sustos em Jogos que não são de Susto

In Jogo, Show by dislu.do4 Comments

Essa semana, vamos compartilhar com vocês os momentos mais assombrados em jogos que não foram feitos para serem amaldiçoados. Pode ser que, quando você era criança, você tivesse medo da introdução de algum personagem. Pode ser que, depois de adulto, você tenha perdido dez anos de sua expectativa de vida ao ser pego desprevenido por um inimigo perturbador em meio a um jogo inocente. Em todo caso, compartilhe conosco seu momento de encontro com os resquícios das mentes desvairadas que fazem videogames.

Hynx: Bottom of the Well (TLoZ: Ocarina of Time)

Eu até hoje nem sei o nome daquele bicho, e não vou pesquisar para não estragar a narrativa, mas em 1999 eu era bem molecão ainda, e a primeira vez que eu estava andando por algum lugar do poço de Kakariko e um zumbi lazarento gritou nas minhas costas eu paralisei junto com o Link. Esse é um susto muito impactante, pois depois do impacto inicial você se lembra que não é um jogo pra você ter esse tipo de cagaço e se sente envergonhado de ter sido tão abalado assim. Mesmo com essa vergonha eu continuei absurdamente cabreiro com esses monstros durante todo a minha primeira vez terminando o jogo, e matava eles o mais rápido possível só pra não ouvir aquela bosta de grito.

Neozao: The Library (Halo)

O terror existencial que pode a qualquer momento atingir a humanidade aflige muitos jogos, mas nem todos conseguem demonstrar tal terror de maneira efetiva e individual, a ponto do jogador, por sentir a pressão em si mesmo, conseguir visualizar como seria aquilo em escala universal. A fase mais difícil de Halo também marca o ponto em que o jogo deixa de ser uma ofensiva para se transformar em uma fuga, e daí até o fim o desespero pode ser sentido não apenas pela urgência dita em rádios e cutscenes, mas a de que se você parar de correr por poucos momentos terá de recarregar o checkpoint após um game over.

Maciel: Última forma do Baby Bowser (Yoshi’s Island)

Não é que Yoshi’s Island seja feito de fofura e alegria o tempo todo. Apesar da estética, existem vários momentos que geraram reações contrários em crianças de todas as idades. Mas nada, nenhum momento, se compara com a chegada da forma final do Baby Bowser, o último chefe do jogo. A música se torna monotônica, as cores se apagam e, da linha do horizonte em direção ao jogador, cada vez mais e mais zoado, vem o inimigo franzino que até então não tinha feito mais que encher o saco e pular pelo cenário. Nada pior do que chefes que ficam gigantes e correm na sua direção.

Palas: A primeira vez que você encontra uma Giant Spider (Tibia)

Muito antes de crianças e pré-adolescentes criarem seu caráter  e aprenderem trabalho em equipe através de partidas extensas de DotA, League of Legends, Team Fortress 2 e Overwatch, havia Tibia. Isto é, havia o pega-pra-capar e a selvageria em que qualquer jogador podia matar a outro em qualquer lugar e a qualquer momento, independente da diferença de níveis ou qualquer outro critério, sem absolutamente nenhuma consequência; havia áreas a partir das quais monstros muito fortes podiam ser atraídos para dentro de cidades, provocando massacres até que alguém se dispusesse a neutralizar o bicho; acima de tudo, havia o fato de que monstros conseguiam ver você muito antes de você conseguir vê-los.

Então imagine todas essas situações de completa barbárie juntas. Era notória a prática de atrair Giant Spiders para o meio do caminho entre Thais e Venore, duas das cidades com mais pessoas de nível baixo no jogo, e deixar elas lá matando qualquer um que passasse para pegar o que eles deixassem com seus corpos. Ocorre que Giant Spiders eram o monstro mais forte que podia ser atraído para áreas públicas (fora Dragon Lords, mas atrair Dragon Lord era um rolê muito maior e raramente acontecia). E a tensão estabelecida por perceber que você está sendo atacado (com o sinal de Logout Block na sua HUD) sem ver de onde está vindo o ataque, sucedida por ESSE BICHO DA IMAGEM CORRENDO NA SUA DIREÇÃO é, com certeza, o maior susto possível em um jogo que não foi feito pra te dar susto e sim para formar seu caráter.

Luiggi: Clanker (Banjo-Kazooie)

Até hoje eu tenho dificuldade de jogar uma fase de água num jogo tri-dimensional sem ter um leve ataque de ansiedade e precisar pausar às vezes. Tudo isso se deve a esse bixão da foto ai, que no final das contas é seu amigo. Filho da puta.

Samuel PX: Confessional Room (Castlevania: Symphony of the Night)

É uma interação bem misteriosa, lenta até, você observa o fantasma cuidadosamente. Aí você se surpreende (por bem ou por mal).

Miscelâneas Curiosas

Torta Holandesa: Palas, Maciel, PX, Luiggi
Teclado barulhento: Neozao, Palas, Maciel, PX, Luiggi, Hynx
Jogo de luta de três botões: PX
Speedruns: Neozao, Maciel, PX, Luiggi, Hynx
Dizer que vai fazer um ARG todo Halloween mas nunca rola: Hynx

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